19/03/2018 às 18h03 - Atualizado em 09/07/2018 às 18h04

O Suas é meu, o Suas é seu, o Suas é de quem tem direito

Durante o Fórum Social Mundial, integrantes da Conpas reafirmaram que ter direitos não é vergonha, vergonha é preconceitos

Refletir sobre o papel do preconceito no acesso aos direitos socioassistenciais e sobre o enfrentamento às vulnerabilidades e riscos sociais. Esses foram os objetivos das psicólogas Rafaela Palmeira e Solange Leite nos debates sobre criminalização da pobreza e cidadania e territórios organizados pela Comissão Nacional de Psicólogas na Assistência Social (Conpas) no Fórum Social Mundial 2018, em Salvador (BA), dias 15 e 16 de março. A Conpas é vinculada ao Conselho Federal de Psicologia (CFP).

As oficiais da Conpas contaram com a participação de muitos usuários do SUAS e também de estudantes e profissionais da Psicologia e de outras áreas.

Durante a primeira oficina, a proposta da discussão era promover um diálogo sobre as metodologias participativas no Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif), a importância do Sistema Único de Assistência Social (Suas) para a população brasileira e os desafios apontados para a Psicologia na defesa da garantia dos direitos de usuários da política pública.

A psicóloga Solange Leite defendeu que a atuação profissional no Suas deve ter dois enfoques: interdisciplinar e intersetorial, com o entendimento de que “o enfrentamento às vulnerabilidades e riscos sociais é complexo e exige a integração de variadas contribuições teóricas e técnicas e das diferentes políticas públicas”.

Alinhada à temática da Campanha Nacional de Combate ao Preconceito contra as Usuárias e Usuários da Assistência Social, lançada em dezembro de 2017, em parceria com o Fórum Nacional de Usuárias e Usuários da Assistência Social (FNUSuas), a segunda oficina, que contou com a participação de Luane Santos e de Daniel Silva, do FNSuas, provocou a reflexão sobre como o preconceito dificulta o acesso aos direitos socioassistenciais conquistados pelas trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.

Saiba mais sobre a participação do CFP no FSM 2018.